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O relógio surgiu da necessidade de demarcação desse tempo, passando a ocupar o papel dos sinos na demarcação do tempo e das tarefas. O primeiro relógio surgiu há 5000 anos, feito por um vara fincada no chão cuja sombra se deslocava de acordo com o sol; não marcava horas, apenas dividia o dia. Utilizando o mesmo princípio, surgiu o gnômon, um obelisco cuja sombra era projetada pela luz do sol ou da lua; entre o ponto inicial e final havia um espaço utilizado na divisão do tempo. Com a necessidade de medidas mais precisas, surgiu a clepsidra (relógio de água) e a ampulheta (relógio de areia) que se baseavam no tempo que a substância levava para passar de um lado para outro através do orifício. Este foi o primeiro relógio a permitir a medição do tempo a qualquer hora, sem depender da luz dos astros. Posteriomente, surgiu a Clepsidra de Rodas Dentadas, onde uma bóia acompanhava a subida do nível de água a qual elevava uma barra dentada que movia uma engrenagem onde fica o ponteiro. Seu mostrador possuía grande semelhança com os atuais. Somente em 850, foi construído por Pacífico, arcebispo de Verona, o primeiro relógio mecânico, que mostrava o tempo. Era movido por pesos que tocavam uma campainha em intervalos regulares. A divisão do dia em horas só ocorreu quando Galileu definiu as leis do movimento pendular, e apenas 100 anos depois surgiriu o ponteiro dos minutos. A aplicação do pêndulo nos relógios fez reduzir o erro diário de 15 minutos para 10 segundos. Este mecanismo foi aperfeiçoado por Peter Heinlein, que substituiu o peso por uma cinta de aço, permitindo a redução do tamanho das máquinas até chegar ao relógio de bolso. A patente do relógio de bolso só foi registrada em 1780. Apenas no princípio do século passado, começou, em alguns setores, a ligar à eletricidade iniciando-se a construção dos primeiros relógios elétricos que transforma o impulso elétrico em movimento mecânico, fazendo os ponteiros dos relógios avançarem. Nos anos mais recentes, a indústria relojoeira tem buscado novos métodos para melhorar a precisão na marcação do tempo, e encontrou no cristal de quartzo um material excepcional. O cristal de quartzo passou a ser adotado também nos relógios de pulso. Em 1928, foi criado o primeiro relógio de quartzo do mundo, reduzindo a margem de erro para um segundo a cada dez anos. Posteriormente, surgiram outras novidades como cronômetro, relógio a prova de água, modelos digitais e os chamados relógios atômicos. O relógio atômico é bastante caro e de produção extremamente limitada mas, tem extrema precisão na marcação do tempo. O RELÓGIO COMO JÓIA Como jóia, os relógios tiveram posição de destaque, desde a antiguidade. Formas sofisticadas e artísticas de construir as clepsidras e ampulhetas agregavam valor ao objeto, fazendo com que os mesmos fossem vistos como jóia e se caracterizassem pela beleza e riqueza. Até mesmo de cidades, como é o caso do Big Ben em Londres, que começou a funcionar desde 31 de maio de 1859. Hoje em dia, nos deparamos com duas formas de valorização do relógio: uma, relativa aos relógios modernos e outra relativa aos relógios antigos. Os relógios mecânicos são altamente valorizados por amantes da arte e da relojoaria, sendo motivo de orgulho para os fabricantes e para os raros proprietários. Atualmente, o papel do relógio como jóia tem tido posição de destaque, fazendo com que, frequentemente, o mecanismo e a função de marcar o tempo se torne secundária. OUTROS TIPOS DE RELÓGIOS 
Além dos tipos mais comuns de relógios, alguns outros ficaram conhecidos ao longo de sua história. - Relógio de Fogo Despertador: Chinês, consistia de uma vareta colocada horizontalmente em cima de fios de arame. Sua extremidade era acesa e passava-se por cima da vareta um fio de seda com duas esferas metálicas. O suporte do conjunto era colocado sobre um prato também metálico. Com o transcorrer do tempo, o fogo avançava pela vareta até alcançar o fio, que queimava, soltando as duas esferas que caíam sobre o prato metálico.
- Relógio de Vela: Compreendia em uma vela normal, demarcada com uma escala horária, servindo também para iluminação.
- Relógio de Azeite: Funcionava sob o mesmo princípio da Clepsidra, pois era constituído de um recipiente de vidro cheio de azeite com uma escala horária, e com um bico na parte inferior. Este, uma vez aceso, ia consumindo o óleo, e o seu nível, marcava as horas.
CURIOSIDADES: 
- Os famosos relógios suíços tiveram origem em Genebra ainda no século XVI; onde a indústria relojoeira se tornou um marco, tanto pelo design quanto pela precisão. Porém, com os relógios de quartzo, mais baratos, os suíços perderam a hegemonia.
- Apesar do relógio de pulso já ser conhecido há mais tempo, ele era pouco usado; sua difusão envolve Santos Dumont no início do ano 1900. Para não sujar a roupa ao tirar o relógio do bolso com as mãos sujas de óleo, Santos Dumont pediu que Cartier fizesse um relógio para ser usado no pulso. Depois disso, Cartier passou a fabricar relógios de pulso e criou fama como difusor da nova moda pelo mundo.
- Em 1978, inspirando-se desse elegante modelo feito para Santos Dumont, a empresa relançou a gama Santos Watch, cujo modelo mais barato custa cerca de 2.400 dólares.
- A palavra inglesa "clock", que significa relógio não portátil, deriva do holandês "clojk", que quer dizer sino, que por sua vez em alemão se denomina “glocke".
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